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Mostrando postagens de 2010

A Luta do Bem contra o Mal!?

Atualmente vimos nos meios de comunicação o combate que o Estado brasileiro realizou lá no Rio de Janeiro, juntamente com os governos locais,  aos traficantes que ocupavam os morros ditos mais perigosos da cidade maravilhosa. A imagem que para mim mais chamou a atenção foi justamente aquela do tanque de guerra subindo o morro, atravessando uma barreira criada pelos traficantes, imponente e incólume aos tiros que literalmente arranhavam-no.

A imgem do tanque é perfeita para representar o poder do nosso Estado diante dos traficantes. O que me pergunto é: será que somente agora os poderosos do nosso Estado se deram conta da sua capacidade, da sua força? Por que não o fizeram em tempos anteriores? Por que será que eles acreditaram que somente agora poderiam fazer alguma coisa em conjunto com os governos estadual e municipal?

Os traficantes fugiram. O morro foi tomado. A mídia, como de costume, realiza o seu show com chamadas e mais chamadas demonstrando sua incrível força de influenciar …

Por que me tornei professor?

É impressionante o grau de desrespeito pelo qual um professor hoje em dia se vê de certa forma obrigado a sofrer. Adolescentes, pequenos indivíduos que se julgam superiores pelo simples fato “natural” de assim o ser, tratam um profissional do conhecimento como mero artefato, mero brinquedo para seus caprichos mesquinhos e sem propósito algum. Não compreendem o poder que tem em suas mãos e deixam-no escorrer por entre os dedos que nem um caramelo derretido pelo calor nas mãos de uma criança que ainda procura conhecer o mundo a sua volta. Às vezes percebe-se claramente que as “liberdades” vem de casa, de pais que não conseguem controlar seus pequenos consumidores insaciáveis e delegam aquilo que perderam aos profissionais do saber crendo substancialmente que eles possuem a fórmula correta e perfeita para “consertar” aquilo que eles, os pais, não conseguiram.

Óbvio que o professor, assim como a escola, dispõe de um papel extremamente fundamental na sociedade, todavia, essa relevância não…

Um professor pode usar um jaleco branco?

Essa semana fui acometido por uma imagem no mínimo intrigante: um professor vestido num jaleco branco. Devo admitir que há muito vira uma imagem desse tipo, mas a associava sempre a algo antigo, ultrapassado, que professor ou escola alguma jamais utilizasse mais tal indumentária.

Conversei com alguns colegas de trabalho sobre o acontecido e fui surpreendido por um comentário que me fez questionar meu "pré-conceito". O comentário versava sobre o fato de que, segundo esse colega, todo professor deveria usar essa roupa pois ela impõe respeito diante dos alunos. Achei esse comentário estranho, pois jamais passou pela minha cabeça que um professor dependesse de uma roupa para conseguir respeito entre seus alunos.

Ao refletir sobre o assunto em questão, recordei-me de minhas aulas de sociologia na universidade onde meu estimado professor falava sobre o papel que a indumentária pode exercer sobre as pessoas numa dada sociedade. Citou o exemplo do médico e em seguida do advogado em qu…

A Palavra do Senhor

Apareceu em minha casa um grupo de evangélicos. Todos muito bem vestidos, bem alinhados. Dois deles, um casal, escolheram-me para propagar o que aprenderam sobre a Bíblia em sua religião e os demais se espalharam que nem pardais em busca de comida pela rua onde moro. Muito simpáticos, dão bom dia e me perguntam se podem perguntar – tão educados... Consinto afirmativamente e aguardo a "pérola" lançada. Óbvio que sou no mínimo suspeito para elogiar alguma religião, sobretudo a cristã, já que minha formação acadêmica desvencilhou-me dos grilhões morais desse fenômeno tão inerente à condição humana. Fora graças à filosofia que consegui libertar-me das amarras para mim agora pseudo-morais e que só me levaram a um estádio de plenitude falseada para não dizer fantasiosa. Mas eis que o casal me questiona se já houvera lido a Bíblia. Como sempre, respondi que não por inteira, mas pelo menos o Novo Testamento tive a oportunidade de lê-lo. Em seguida eles me soltam outra "pérola&q…

Mais um comentário sobre a educação brasileira

Recentemente ouvi na tevê um comentário dentre outros no mínimo provocativo de uma filósofa brasileira, Viviane Mosé, num desses raros momentos de lucidez da nossa televisão, no qual coincidentemente só acontece mais vezes na tevê Aperipê, afiliada aqui em Sergipe da rede Brasil (o programa dominical dessa emissora chama-se "Conexão Roberto D'Ávila"), sobre a educação brasileira. Sua idéia, assim me recordo, girava em torno da afirmação de que o nosso modelo educacional estava há muito ultrapassado e que ainda por cima apresentava resquícios da ditadura outrora existente no nosso país. Só para se ter uma idéia, o simples termo "disciplina" quer nos dizer o quê? Pois é. Algo que vem dos quartéis generais daquele momento histórico e que hoje não se aplica, ou pelo menos não se aplicaria, aos saberes que encontramos na nossa escola. Como enquadrar filosofia, sociologia ou, pior ainda, arte num conceito de disciplina? Não ficaria algo no mínimo contraditório já que…

Simples compreensão sobre gênero

A título de uma explicação mais clara, faz-se necessário de início buscarmos uma definição ou ainda uma espécie de diferenciação acerca do tema deste artigo aqui proposto. É senso comum, por exemplo, acreditar que gênero e sexo são terminologias que gozam de determinada semelhança, não obstante, existem distinções singulares que através de uma observação mais acurada se tornam mais evidentes, sobretudo através de um viés antropológico ou ainda sociológico – nas ciências humanas em geral. Na perspectiva das ciências humanas, tratar de gênero pressupõe uma tentativa de identificar de que maneira se manifestam os aspectos culturais que são de algum modo essencial tanto no sexo masculino quanto no feminino. O que viria a ser propriamente a feminilidade ou a masculinidade naquilo que fisicamente o sexo "mostra" como homem ou mulher, mas que a sociedade influencia de algum modo transformando essa definição física em um conceito sociológico de papel social? Ou seja, será que o sexo…

O Clima de Copa do Mundo está no ar!

Reconheço, mais uma vez, que essas minhas palavras são como uma gota, não mais no oceano, mas no universo ainda incomensurável. É uma luta inglória esse discordar daquilo que é comum à esmagadora maioria que se encontra influenciada por alguns e que, sobretudo, não consegue fugir dessa condição. E tal condição se torna mais evidente quando a televisão cobre algum grande evento. Aí é que se mostra o poder de influência que os poderosos grupos exercem sobre essa maioria cega. É o que vemos agora na tevê: "O clima de Copa está no ar"!

Sempre que se aproxima o período de um grande evento esportivo como o da Copa do Mundo de futebol as pessoas são impelidas, sentem-se eufóricas, ficam "vidradas"  em frente a uma tela de tevê na expectativa de assistir aos jogos da seleção brasileira de futebol. Até aí diria que é aceitável já que o povo brasileiro possui quase que uma relação promíscua com a televisão quando assume que ela serve para o lazer. E sempre nesse período surg…

Desabafo contra a pequenez humana

Devo admitir que cada vez mais que amplio minha experiência de viver, mais me espanto com o ser humano. Mais me decepciono. Não consigo compreender por completo como ainda existem pessoas que não conseguem se desgarrar de sua infância e agem, talvez involuntariamente, como tais. Não páram para refletir diante de situações que elas próprias não reconhecem como esdrúxulas, como estúpidas, ou, menos pior, como meninices. Pior que isso é saber que tais tipos de pessoas estão envolvidas com o processo de educação, que trabalham numa escola e se auto-intitulam "professoras" quando na realidade não dispõem do menor senso crítico possível pertencente, em tese, a um profissional da educação. "Ganham" seus títulos acadêmicos, suas "lecenciaturas plenas" sem a menor capacidade de entender o papel grandioso que possui diante de si, de sua importância na formação de pequenos seres que as vêem como algum tipo de referência e agem justamente reforçando aquilo que esses …

Depois do eurocentrismo, o cariocentrismo...

Confesso que não sou um resoluto assistente de telenovelas muito embora nossa cultura esteja impregnada de tal modo que nos torna praticamente sabedores de algum trecho novelístico do momento. Pelo menos, mesmo que não assista, nomes de novelas e de alguns personagens sorrateiramente penetram em meu cotidiano, em certos momentos em minhas conversas do dia-a-dia me transformando num assistente ainda que superficial. Procuro não me aprofundar propositadamente pois sei dos riscos que essas sereias, filhas de Terpsícore, chamadas novelas exercem sobre o simples telespectador, tal qual Odisseu em sua aventura ao passsar pela ilha delas. Do pouco que vejo, percebo algo que me deixa intrigado nessa emissora tão onipresente no nosso país que é a Globo: por que cargas d'água as tramas, diria que em sua esmagadora maioria, só acontecem no Rio de Janeiro e em alguns pouquíssimos momentos em São Paulo? Um aficcionado por tevê, ou melhor, por telenovelas, certamente irá me corrigir e poderá br…

Pensar é um crime!?

Hoje ao comprar o pão, como faço rotireinamente à tarde, pude presenciar um comentário que ao mesmo tempo em que me deixou preocupado, demonstrou ser uma realidade inquestionável. Duas atendentes que trabalhavam no caixa do supermercado conversavam sobre os filmes que mais gostavam. Até aí achei algo extremamente tranqüilo senão raro por essas paragens "enforcadenses". Depois de debaterem a respeito de um filme nacional do momento estar alcançando um questionável sucesso graças a um apelo um tanto religioso, eis que uma delas lança e me fere tal qual uma flecha a seguinte afirmação: "o filme é ruim quando chega no final e a gente é que tem que ser criativo e entender". E a outra, concordando, emendou: "Eu também não gosto desses filmes que fazem a gente pensar...". Respirei fundo... Olhei para os lados segurando para não soltar um palavrão e tentar mostrá-las justamente o contrário. Contive minha índole de filosofante. Saí da loja com um leve mal-estar de…

Um Pensamento Genuinamente "Americano"

Gostaria de abrir um precedente e fugir um pouco do "convencional" nesse espaço para divulgar um discurso que, à primeira vista, não nos parece provido de certo traquejo filosófico. Não obstante, o senhor Guaicaípuro Cuatemoc nos fala com uma propriedade tão colossal que fica quase impossível não relacioná-lo ao panteão dos pensadores da humanidade. E o que é melhor: um pensamento que reflete sobremaneira os milhões e milhões de latino-americanos calados pela sua auto-piedade para não dizer incapacidade - talvez imposta - em desvencilhar-se dos grilhões ora americanos, ora europeus. Retirei este texto do site www.novae.inf.br. Deleitem-se!


"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o pagamento, com juros, de uma dívida contraída po…

As pessoas acham que nunca vão morrer?

Talvez este meu texto soe um tanto esquisito. Talvez você que o lê possa interpretá-lo como algo louco de uma mente extremamente louca ou no mínimo "sem noção". Mas é algo que me toma de um modo tão forte que é quase impossível não comentar. É impressão minha ou as pessoas acham que nunca vão morrer um dia? 
É esta a ideia que pretendo comentar aqui ainda que brevemente. Peço que perdoe os possíveis e inevitáveis erros que porventura insistam em imiscuir-se nesse pequeno texto. Prenda-se tão somente à ideia que nele está presente. Basta, então, que observemos na mídia a quantidade de informações a respeito de "como manter a saúde", "como prolongar a vida" ou ainda de "como manter-se sempre jovem". Vez por outra surge na grande mídia algum ícone com seu segredo para manter a boa forma e logo tal segredo deixa de sê-lo. A grande maioria das pessoas seguem tal "filosofia" de tal modo que parece estarem seguindo uma religião. Mas tal "f…

“Eu devia estar contente...”

O pai e a mãe brincam com sua filhinha na praia à tarde em uma terça-feira. Muitos os chamariam de privilegiados por poderem aproveitar algumas horas com sua filha na praia enquanto outros estão promovendo o "progresso" de suas vidas. Estes, trabalhando dia após dia, lutando para receberem seus salários e assim pagar suas contas "pedindo a Deus" que sobre um pouco mais no final do mês e que dê para pagar um divertimento qualquer que lhes retire daquele clima tenso e estressante do trabalho. Aqueles, o pai, a mãe e sua filhinha, provavelmente devem ter uma vida mais "digna"; o pai deve possuir um emprego "melhor" porque consegue aproveitar, mesmo em período de trabalho, seu tempo – algo tão valioso em tempos atuais – e, com isso, conseguindo também pagar suas contas ao receber o salário sendo que, sem dúvida, deve-lhe sobrar um "pouco mais" para divertir-se com a família. Meu questionamento é: por que, então, que em tempos atuais há …

A verdade não existe!

Quantas são as histórias e lendas que ouvimos sobre a origem do mundo, das coisas e dos homens? Desde explicações folclóricas, mitológicas ou até científicas, o ser humano persegue essa resposta desde tempos imemoriáveis no intento de "simplesmente" descobrir, tal qual uma criança curiosa, de onde veio, qual a sua razão de existir, qual o sentido de se estar aqui. Tais questionamentos suscitam uma busca de si mesmo através de uma inquietude interior e pujante que a todo instante atormenta o ser humano, como já nos dissera o pai da Filosofia ocidental, o senhor Sócrates. Parece-nos um tipo de fantasma que a todo instante nos ronda para lembrar que, por mais poderosos que pareçamos ser, ainda não sabemos algo deveras "simples": de onde viemos? Uma lancinante pergunta que a Filosofia tenta nos relembrar a todo momento muito embora nossa sociedade tecnocrática intente em colocá-la na marginalidade. Talvez o mais conveniente a fazer é entender cada explicação como mais …

Ser humano, ser buscante da felicidade

O ser humano é um ser que vive em constante conflito. É personagem de uma guerra que ele próprio sustenta e que, em alguns casos, ele mesmo sabe como pará-la – eis então a grande problemática proposta por Sócrates do "conhece-te a ti mesmo". O ser humano ocidental retém em seu cerne fortíssimas influências judaico-cristãs e por isso é recipiente de uma dualidade de mundos: a sua realidade que lhe impõe os percalços da vida, mas que o coloca na expectativa de outra vida. O ser humano vive na Terra, porém com a expectativa de encontrar o Paraíso (um lugar perfeito). Pelo fato de o ser humano não se identificar com este mundo, ele então põe todas as suas esperanças em outro mundo. Mas, por que então ele não se identifica ou não se vê realizado, satisfeito neste mundo do qual ele faz parte? Eis o princípio da insatisfação, do sentimento de infelicidade dado ao fato de que o homem jamais se pretende completamente satisfeito com qualquer coisa com a qual ele consiga realizar.…